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Perguntas e respostas: tire suas dúvidas sobre a COVID-19

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nurse_doctor_mask_flu Perguntas e respostas: tire suas dúvidas sobre a COVID-19

Com a pandemia da COVID-19, não se fala em outra coisa, a não ser sobre isolamento domiciliar, uso de máscaras e álcool em gel. Com todo o alerta criado sobre o assunto, muitas informações infundadas são repassadas, as famosas Fake News.

Como forma de evitar a disseminação de informações errôneas, compilamos neste artigo as maiores dúvidas sobre a doença, orientadas em dados da Sociedade Brasileira de Infectologia, incluindo medidas para evitar seu alastramento.

Confira a seguir algumas das dúvidas mais comuns sobre prevenção, formas de contágio e tratamento do CoronaVírus:


As informações aqui publicadas, foram obtidas na data da publicação, podendo sofrer alterações conforme o tempo.

SOBRE A DOENÇA

  • O que é a COVID-19?

É o nome dado à doença infectocontagiosa, causada pelo vírus SARS-CoV-2, popularmente conhecida como CoronaVírus.

  • Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca e cansaço. Alguns pacientes relatam coriza, obstrução nasal, dor de garganta e diarreia, esta menos frequentemente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), baseada no estudo de 56 mil pacientes, 81% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% sintomas severos (dificuldade em respirar e falta de ar), necessitando internamento para oxigenioterapia e 5% doenças críticas (insuficiência respiratória, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte).

  •  Quais são as pessoas com maior risco para evoluir com formas graves da doença?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos com mais de 60 anos e pessoas com doenças preexistentes (hipertensão arterial, diabetes, doença cardíaca, doença pulmonar, neoplasias, transplantados, uso de imunossupressores) têm maiores riscos de ter a doença agravada.

  • Quem deve procurar o hospital por suspeita de COVID-19?

Quem tiver “síndrome gripal”, isto é, sintoma respiratório (sendo a tosse o sintoma mais comum) e febre por mais de 24 horas ou dificuldade para respirar, mesmo que sem febre. A “síndrome gripal” pode ser causada pelo novo coronavírus ou pelo vírus da influenza. Não é possível diferenciá-los clinicamente e sim apenas por testes diagnósticos virológicos. As pessoas com sintomas leves de resfriado ou com “síndrome gripal” devem permanecer em isolamento respiratório domiciliar por 14 dias, mesmo que não possam fazer o exame específico para COVID-19.

SOBRE SUA TRANSMISSÃO

  • Como ocorre a transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2)?

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de gotículas exaladas pela pessoa doente quando ela fala, tosse ou espirro. Quando a pessoa doente toca em objetos ou aperta a mão de outra pessoa e esta coloca a mão a sua boca, nariz ou olhos, ocorre a infecção. Como ainda não sabemos com certeza o papel da pessoa assintomática, isto é, sem sintomas, na cadeia de transmissão, recomenda-se não cumprimentar as pessoas com as mãos.

  • Uma pessoa com infecção pelo novo coronavírus, mas que não apresenta sintomas, pode transmiti-lo?

São necessários mais estudos, mas se acredita-se que é possível, embora o risco seja provavelmente pequeno e menor que o sintomático. O foco principal da cadeia epidemiológica de transmissão e isolamento respiratório deve ser o paciente com sintomas.

  • Uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez pelo novo coronavírus?

Ainda não se tem certeza. Foram divulgados dois casos de reinfecção pelo vírus, um na China e outro no Japão; entretanto, pode se tratar de casos de infecção prolongada, como observado em outras infecções. Estudos realizados até o momento com macacos rhesus, não demonstrou reinfecção.

  • A transmissão do novo coronavírus pode ocorrer pelas fezes de uma pessoa com a infecção?

Embora as investigações iniciais sugiram que o vírus possa estar presente nas fezes em alguns casos, o risco de transmissão por esta via parece ser baixo. Como o risco existe, é mais um motivo para lavar as mãos regularmente, depois de usar o banheiro e antes de comer.

  • Humanos podem transmitir o novo coronavírus para animais?

Não se pode afirmar com exatidão por enquanto, mas provavelmente não. É recomendável que pessoas doentes com COVID-19 limitem o contato com animais até que mais informações sejam conhecidas sobre o vírus. Isso pode ajudar a garantir que você e seus animais permaneçam saudáveis

  • Animais de estimação podem transmitir o vírus a humanos?

Não há evidências até o momento, mas provavelmente não. Recomendamos lavagem das mãos após manusear animais, alimentos, resíduos ou suprimentos; praticar uma boa higiene dos animais; levar seu animal de estimação ao veterinário regularmente.

  • Durante quanto tempo o vírus pode sobreviver fora do organismo?

Não se sabe ainda com precisão. Estudos sugerem que ele pode persistir em superfícies por algumas horas ou até vários dias. Na dúvida, higienizar as mãos é a melhor medida preventiva ao tocar objetos de uso público ou coletivo

  • Notas de dinheiro podem estar contaminadas com o novo coronavírus?

Não se pode afirmar com exatidão. Na dúvida, após mexer com as notas, lave as mãos com água e sabão ou use álcool gel 70%. Evite tocar nos olhos, boca ou nariz.

  • No verão, o vírus tem menor disseminação?

Estudos são necessários para fazer esta avaliação. Presume-se que a temperatura ambiente não tenha interferência. Sabe-se que as doenças respiratórias disseminam mais no inverno, não necessariamente pela temperatura, mas porque as pessoas permanecem mais aglomeradas, em ambientes fechados, facilitando a transmissão. O vírus respiratório que se dissemina mais facilmente em temperaturas frias é o da gripe ou influenza. 

  • Há risco de transmissão em atividades na piscina?

Provavelmente não. Aparentemente a água não transmite o vírus, mas deve se manter distância de mais de um metro com outras pessoas e higienizar as mãos ao sair da piscina. O uso de piscina coletiva deve ser evitado como parte das medidas restritivas de convívio social para evitar aglomerações.

  • Existe risco de infecção pelo novo coronavírus em atividades ao ar livre?

A princípio, não, desde que se for feito sozinho, respeitando distância de mais de um metro para outras pessoas, levando sua própria garrafinha de água ou isotônico e frasco de álcool gel 70% para higienização das mãos, caso toque em alguma superfície. Restrição de atividade em lugar público pode fazer parte das medidas de saúde pública para conter a disseminação do novo coronavírus.

SOBRE O TRATAMENTO

  • Existe um tratamento para a COVID-19?

Até o momento, não há medicamentos específicos eficazes e seguros contra o vírus. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários. Por isso é importante procurar assistência médica, se o paciente apresenta falta de ar. Não há qualquer evidência científica de chá de erva-doce ou qualquer outro chá, vitamina, comer alho, higienizar a boca ou lavar o nariz com água e sal para o tratamento do novo coronavírus. Vários estudos clínicos com diferentes medicamentos estão em andamento no mundo. No Brasil, substâncias como a cloroquina , vem sendo utilizadas de forma experimental em casos graves da doença, porém sua eficácia ainda não foi devidamente atestada , devendo seu uso em casos leves e moderados da doença, ficar a critério do profissional médico, segundo o Ministério da Saúde.

  • Algum medicamento não deve ser usado em casos suspeitos ou confirmados de COVID-19?

Um estudo não definitivo sugeriu que o uso de ibuprofeno, que é um anti inflamatório, poderia prolongar a excreção viral. Na dúvida, recomendamos dipirona ou paracetamol, se tiver dor ou febre, até que mais dados científicos sobre o ibuprofenos ou outros anti-inflamatórios estejam disponíveis.

  • Em casos de COVID-19, tomar Tamiflu® (oseltamivir) melhora os sintomas?

Não. O oseltamivir está indicado somente para tratamento de infecção pelo vírus influenza.

  • Posso tomar um antibiótico para prevenir contra a COVID-19?

Não. Antibióticos não estão indicados nem para prevenir, nem para tratamento, pois não agem contra vírus, somente bactérias.

SOBRE A PREVENÇÃO

  • Como prevenir o contágio pelo novo coronavírus?

Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos com água e sabão por pelo menos 40 segundos (dedos, unhas, punho, palma e dorso), especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar, e secar com toalha de papel, sempre que possível. O uso do álcool gel 70% por 20 segundos, caso as mãos não tenham sujeira visível, é tão eficaz como água e sabão. Outras medidas importantes são: usar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar nas mucosas dos olhos; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar aglomerações.

  • Por que se indica o álcool gel na concentração de 70% para higienização das mãos?

Porque nesta concentração o álcool tem ação antimicrobiana, agindo contra bactérias, fungos e vírus (incluindo o novo coronavírus). Concentrações diferentes desta não terão o mesmo efeito antimicrobiano. Além disso, álcoois em concentrações maiores poderão evaporar rapidamente, diminuindo sua eficácia, além de ressecar a pele, levando a formação de fissuras e rachaduras, o que pode servir como porta de entrada a bactérias.

  • Não encontro álcool gel 70% nas farmácias. O que devo fazer?

Lavar frequentemente as mãos com água e sabão também é muito eficaz. Lembre-se de lavar entre os dedos, o dorso das mãos e ao redor das unhas.

  • Quantas vezes por dia deve se lavar as mãos?

Não há um número exato. Está indicada a higienização das mãos com água e sabão pelo menos nas seguintes situações: quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais, ao iniciar e terminar o turno de trabalho, antes e após ir ao banheiro, antes e depois das refeições, antes do preparo de alimentos, após várias aplicações consecutivas de produto alcoólico.

  • Devo usar máscara para me proteger no dia a dia?

As máscaras cirúrgicas devem ser usadas SOMENTE por pessoas com sintomas respiratórios (tosse ou dificuldade de respirar), profissionais de saúde, cuidadores de idosos e mães que estejam amamentando. Para a população que necessita sair de suas residências, a máscara de pano pode ser recomendada como uma forma de barreira mecânica . Seu uso pode diminuir a disseminação do vírus por pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas que podem estar transmitindo o vírus sem saberem, porém não protege o indivíduo que a está utilizando, já que não possui capacidade de filtragem. O uso da máscara de tecido deve ser individual, não devendo ser compartilhado.

  • Existe algum cuidado especial com as roupas?

Para a higienização das roupas, recomenda-se a utilização de detergente próprio. É importante separar roupas pessoais e roupas de cama de pessoas infectadas para que seja feita a higienização à parte. Caso não haja a possibilidade de fazer a lavagem destas roupas imediatamente, a recomendação é que elas sejam armazenadas em sacos de lixo plástico até que seja possível lavar. Higienizar as mãos com álcool gel 70% ou água e sabão, antes e depois de manipular os sacos plásticos.

  • Posso frequentar a casa de parentes e amigos?

Se for possível, evite. Recomendamos ter o contato com a menor quantidade de pessoas possível neste momento (distanciamento social). Saia de casa somente se extremamente necessário.

  • Estou grávida. O que devo fazer?

Gestantes devem se proteger e seguir as mesmas recomendações do público em geral para evitar o contágio pelo vírus. Até o momento, as gestantes não parecem ser um grupo de maior risco para doença grave, como ocorreu na pandemia da gripe H1N1. O novo coronavírus não é transmitido ao feto ou ao bebê durante a gravidez ou no parto, segundo estudos disponíveis até o momento. O vírus não foi encontrado em amostras de líquido amniótico ou leite materno.

  • Tenho um exame de rotina agendado. Devo remarcá-lo?

Se não há indicação de urgência para o exame, o ideal é adiá-lo. Consulte seu médico ou o serviço médico. Saia de casa somente se estritamente necessário.

  • Quais cuidados devem ser tomados em condomínios?

Fechar áreas comuns. Nos elevadores, colocar dispensador de álcool gel e apenas duas pessoas por vez, sem falar. Higienizar as mãos após usar a maçaneta, abrir o elevador e tocar nos botões. Caso use escada, higienizar as mãos após tocar os corrimões. Não apertar as mãos, nem abraçar, nem beijar os vizinhos, amigos ou parentes.

  • Como posso me proteger no local de trabalho?

Se for possível, faça suas atividades sem sair de casa. Caso não seja, desinfete regularmente as superfícies (estações de trabalho, mesas) e objetos (telefone, teclado). Teletrabalho (home office) pode fazer parte das medidas de contenção do vírus.

  • Está recomendado que se evite sair de casa. É preciso algum cuidado especial com a limpeza?

Par a a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies. Mantenha o ambiente sempre arejado

  • Como higienizar o carro para evitar a disseminação do novo coronavírus?

Passar álcool gel ou álcool 70% em um pano macio para limpar as áreas de contato (volante, manopla do câmbio, botões, puxadores de porta). Aspirar os estofados e borrifar uma solução de sabão neutro e água. No final, passe uma escova macia suavemente. Não borrife muito líquido. O excesso de líquido na superfície pode ser retirado com um aspirador de água.

  • Pego ônibus lotado todos os dias. Como evitar o contágio?

O ideal seria evitar aglomerações, manter distância das outras pessoas e sair de casa apenas quando necessário. Se não for possível, higienize as mãos com álcool gel 70% antes de entrar nos ônibus e imediatamente após sair ou priorize lavar as mãos com água e sabão ao chegar em casa ou no trabalho. Dentro do ônibus, evite tocar os olhos, nariz e boca. Não é preciso luvas para tocar nas superfícies.. A suspensão do transporte urbano pode ser uma medida de restrição social, nas regiões com transmissão comunitária do vírus.

Pouco ainda se sabe sobre a doença, por isso as recomendações essenciais a serem tomadas como forma de prevenção são: higienização das mãos, isolamento horizontal e evitar contato físico, mantendo o distanciamento mínimo de 1 metro, conforme o recomendado pelo Ministério da Saúde, até que surjam novas orientações.

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